2ª Premiação Anual Lagarto de Ouro

Confira os candidatos e dê sua opinião sobre os melhores filmes de 2012!

LagARTÍSTICO #7: Diamonds Are A Girl's Best Friend!

A sétima edição do quadro LagARTÍSTICO traz uma galeria da eterna diva Marilyn Monroe!

Hitman: Absolution

O Assassino 47 está de volta, saiba a nossa opinião sobre o novo jogo!

BL Clássicos

Leia duas novas críticas no quadro BL Clássicos: "The Misfits" e "How to Marry a Millionaire".

18.4.13

NÓS LEMOS: " Arqueiro Verde #17 "

Por Kelvim Valente
Dando um tempo nos estudos, fui rever a lista de HQ’s quais tinha a leitura pendente, e dentre elas estava a nova fase do Arqueiro Verde escrita pelo ilustre Jeff Lemire. O personagem vem de um início fraco nos Novos 52, um seriado bacana onde ele parece o Batman de verde, e aparições como membro da Liga da Justiça da América, um lançamento promissor da DC. Lemire fez diferença?


É, fez, e muita. A partir da décima sétima edição, parece que estamos lendo outra HQ. Indo à resenha da edição, a nova história chamada “A Máquina de Matar” (viva aos filmes de ação dos anos 80...) me lembrou muito o que vimos em “A Queda de Murdock”, onde o protagonista entra num beco sem saída onde a situação piora a cada minuto que passa. A edição se inicia com Oliver Queen questionando sua existência, seu pensamento sobre a vida superficial que teve e sobre tentativas falhas de corrigir sua cidade como o Arqueiro Verde. E então, voltamos três semanas no tempo.


Emerson, quem ficou responsável pela corporação que Oliver herdou de seu pai, Robert, perdeu a empresa, caindo num abismo financeiro. A discussão de ambos chega a um ponto curioso, onde Emerson fala que Oliver sempre teve tudo, e que um homem não sabe realmente o que ele é até que perca tudo. Então, quando pensamos que uma revelação bombástica mudará os rumos do herói, Emerson é assassinado por uma flecha do Arqueiro Verde, e puxado de forma que caísse do prédio através da janela. A partir desse ponto, se inicia a ruína de Oliver Queen.

Sem sua principal empresa e suspeito da morte de seu velho amigo, Oliver precisa fugir dos seguranças, e posteriormente da polícia. A reação lógica é vestir-se como o Arqueiro e descobrir quem matou Emerson. Seus ajudantes não podem fazer nada no momento, o que o intriga e o obriga a fugir para seu quartel general. Ao se aproximar do prédio de uma das empresas quais dedicou seu tempo e investimento, a “Q-Core”, ele a vê explodindo. E agora?


Temos uma série de monólogos de Oliver, intercalando uma caminhada por uma parte aparentemente abandonada da cidade, e momentos onde esconde da polícia, que ainda o procura para esclarecer o episódio com Emerson. Oliver relembra como questionou a decisão sobre criar esconderijos ao longo da cidade, afinal “merda acontece”. E aconteceu, mesmo. Na forma de um abrigo subterrâneo, um desses esconderijos abriga equipamento reserva. Uniforme, flechas, arcos. Com o prédio da Q-Core, seu quartel principal destruído, era tudo o que restava. Então, agora bastaria investigar e encontrar o novo vilão? Errado.
“Eu sou Komodo, eu sou sua morte garoto”. O vilão se revela no esconderijo secreto de Oliver, apontando-lhe uma de suas flechas com o arco já tensionado. Problemas? Claro. O Arqueiro Verde se encontra encurralado. A história continua pro mais páginas, mas a resenha para por aqui.

Komodo, promessa para um ótimo vilão.
O que temos nessa HQ que inicia a saga “A Máquina de Matar” é um acúmulo de clichês. O personagem principal se vê obrigado a enfrentar uma nova ameaça enquanto perde seus recursos. Mas, qual o lado bom? Tudo, eu diria. Existem clichês bem construídos, e foi isso que Lemire nos entregou em sua estreia. A tensão a cada página torna essa HQ algo sensacional, e Komodo se apresenta como um personagem calculista, inteligente, e que de alguma forma sabe tudo sobre Oliver ao estar sempre um passo adiante. Além do roteiro, Andrea Sorrentino assume os desenhos, e faz um trabalho excepcional. Seus traços somados ao modo como monta os quadros tornam o estilo da narrativa bastante atrativo, e de certa forma original. A edição não é excepcional, mas vale a pena acompanhar.

Nota: 7,5

15.4.13

GENERAL ZOD: " Vocês não estão sozinhos "


Então, nesses últimos dias a Warner publicou um viral relacionado ao novo filme do Superman, vulgo "Man of Steel", com estréia programa no Brasil para 12 de julho. No viral, o General Zod (interpretado por Michael Shannon) envia uma mensagem ao planeta Terra, traduzida após o vídeo logo abaixo.


Vocês não estão sozinhos… Ajoelhem-se perante Zod… Meu nome é General Zod. Por algum tempo seu mundo abrigou um de meus civis. Eu solicito que retornem este indivíduo para minha custódia. Para Kal-El, eu digo isso: renda-se em 24 horas ou veja esse mundo sofrer as consequências.”


5.4.13

Slender: The Arrival Utiliza agora dos roteiristas de Marble Hornets para criar uma história intrigante de Proxys


SLENDER: The Arrival
Análise Completa
contém spoilers sobre o enredo.

INTRODUÇÃO
Slender: The Arrival é a sequência oficial da história de Slender: The Eight Pages. Nela é apresentada um ótimo roteiro feito pelos mesmos roteiristas de Marble Hornets, a primeira série oficial de Slender a.k.a O Operário a passar no YouTube.

Slender: The Arrival conta com um enredo bem trabalhado e um tanto complexo assim digamos. Apesar da simplicidade do seu gameplay, o jogo tem uma história bem detalhada que explica todos os fatos do primeiro jogo. Vou contar ela com detalhes agora.

HISTÓRIA contém spoilers
Slender: The Arrival conta a história de Lauren, melhor amiga de Kate, menina que jogamos no primeiro game. Kate havia acabado de perder sua família. Seu pai e sua mãe faleceram e Kate decide ir morar sozinha e Lauren resolve dar o apoio a ela pela sua perda. Atormentada desde sua infância com sua relação com Slender no parque, ela havia chegado até mesmo a ser internada em um hospital psiquiátrico pois o seu trauma era enorme e ela não conseguia parar de desenhar e escrever todas as suas visões em inúmeras folhas de papel.

Seus pais não acreditavam nela quando ela dizia que havia alguém a perseguindo. Apesar de ter sobrevivido ao seu primeiro encontro com ele e ter chegado em casa em segurança, ela não se sentia segura... Ela sabia que ''O Slender não deixa suas vítimas fugirem... Ele apenas escolhe isso'', então estava claro pra ela que ele voltaria para buscá-la.

Ela somente havia sido libertada do hospital quando ela resolveu aceitar o fato de que tudo era apenas um sonho e que o que ela havia visto não era a realidade. Então os médicos resolvem dar auta para ela e ela retorna para casa até os dias serem contados e então Slender: The Arrival começar.

Quando Lauren entra na casa de Kate, ela vê que está tudo revirado, móveis, janelas arregaçadas e portas abertas... Pichações com o Slender nas paredes e no seu quarto e as ''páginas'' do Slender em todos os cantos. Lauren se pergunta: mas o que é isto? Ao ver o seu quarto e é então que Slender aparece pela primeira vez... Pegando Kate e a levando para a floresta novamente...

Casa de Kate... Revirada na calada da noite.


ENTRE ''AS 8 PÁGINAS'' E ''A CHEGADA'' contém spoilers
No jogo é declarado como é que Kate vai parar na floresta... Ela e seu amigo CR (não é divulgado o nome original dele) são amigos desde infância também e sempre gostavam de se aventurar na floresta em busca de ''fantasmas'', porém foi em uma dessas brincadeirinhas que as páginas começaram a brotar quando o Slender aparece pela primeira vez e os dois, apavorados, correm cada um para um lado... A partir de então, as páginas brotam para Kate pela primeira vez... Por vítimas do Slender que ele usa como marionetes para escrever estas cartas para apavorá-la. Estes são então chamados como Proxys, ou ''seguidores do operário''. É ai que surge pela primeira vez, o nome original do Slender, personagem criado por Victor Surge Knudsen, dado como ''O Operário'' por ele ser responsável por operar o emocional das suas vítimas contra outras vítimas.

Quando Kate consegue pegar todas as páginas e o Slender a encontra, Kate corre para qualquer direção, desesperada, até ser encontrada pelos seus pais que a estavam procurando. Desde então, começa toda a história sobre a loucura de Kate.

Quando Lauren é quem passa a ter que caçar as 8 páginas, como foi visto na Demo / Beta do game, aquilo é o aviso de Kate, que já havia se tornado também uma Proxy. O objetivo do jogo se passa em ter que resgatar Kate e salvá-la desse destino cruel como capataz do Operário.

''O Operário não deixa suas vítimas fugirem... Ele apenas escolhe isso''


EM ABSTINÊNCIA (GAMEPLAY, TRILHA SONORA, ANIMAÇÕES ETC)
O jogo tem o gameplay bem simples e com poucas ações, porém a riqueza de detalhes e de informações que o jogo passa para o jogador para que ele entenda a história chega a ser absurda. Para uma história simples como esta, são utilizados 26 intels coletáveis pelo jogo para serem descobertos e lidos, todos bem diversificados e bem detalhados, como cartas, panfletos, cartazes, placas, tudo que é tipo, enchendo o jogador de informações para que ele entenda cada pedaço do que está acontecendo, já que o jogo não possuí muitos diálogos (sim, ele possuí).

A trilha sonora é impressionante, sério! Nunca vi algo tão rico em orquestra para um jogo tão ''amador'' em minha vida. Apesar do jogo ser indie, eles não economizaram em dar ao jogador uma experiência não só assustadora, mas muitíssimo imersiva e de arrepiar os cabelos... Não entendeu o que estou dizendo? Ouça essa música então, é a primeira música apresentada ao game:


Agora também foram apresentadas animações para os personagens. Kate e ''O operário'' andam, correm, se escondem e o Slender expõe seus tentáculos para melhorar ainda mais a condição cardíaca do jogador. O Slender neste game, apesar se não possuir face, ele possuí expressões, os músculos de seu rosto se contorcem de uma forma bizarra ao que uma boca se abre fazendo alguns barrulhos horrendos também.

No outro jogo (The Eight Pages), a personagem possuía uma lanterna, mas ela não aparecia. Já agora porém ela aparece e é bem realista a forma que os objetos em sua mão ficam, na forma que ao correr, a lanterna deixa de iluminar muito bem por conta da correria. Você pode focar com a lanterna em um lugar específico ou apenas iluminar uma grande parte do local ao simples clique de um botão.

As animações da porta no entanto são um horror. Pego a idéia de Amnesia: The Dark Descent onde você tem que clicar e arrastar para as coisas abrirem e fecharem, fica tudo extremamente irritante e muito desesperador, principalmente nas cenas onde o Slender se encontra no mesmo lugar que você, por exemplo, na mesma casa.

O jogo possuí alguns bugs terríveis também, como o fato do Slender atravessar as coisas assim como você e que caso você faça algumas coisas que o script não permita, o jogo dá crash e você tem que recomeçar toda aquela fase novamente. Felizmente, o jogo possuí auto-save para a nossa felicidade.

O cenário é assustadoramente grande... E o Operário é assustadoramente opressivo!


CAMPANHA
Para os que estão jogando pela primeira vez e querem explorar o vasto cenário de Slender: The Arrival, a campanha pode durar de uma até duas horas de duração. Já que para conseguir completar o jogo 100% é necessário explorar lugares inimaginaveis, como cavernas, densas florestas e minas escuras colossais. Para quem já completou o jogo, a campanha pode durar até 30, 45 minutos. Agora... Pra quem for jogar no modo Hardcore, pode esperar sentado que o jogo vai te render sérias frustações e pode chegar só para quem for querer passar o jogo na louca, 50 minutos de jogatina pura mais um final secreto, onde você terá mais informações sobre o destino de Kate, Lauren e CR (que aparece novamente.).

CONCLUSÃO
Slender: The Arrival melhora em todos os aspectos em questão do seu antecessor e faz The Eight Pages ser considerado ''uma experiência curta de The Arrival''. Resta saber qual será o destino de Kate e de Lauren sobre a influência Proxy de O Operário.

Eu recomendo muito que joguem este jogo, porém tenham em mente que é um jogo pago, e não gratuito como o seu antecessor. Ainda assim, rende ótimos sustos e é com certeza um jogo que se não te assustar o triplo do que Slender The Eight Pages te assustou, então nada mais o assustará.

NOTA: 9,7/10,0

Kate... O que aconteceu com você? Pro000100011100001100100011100001110000110001x00011000100y

VAMPIRO AMERICANO ~ " Nascido no Kansas, queima no inferno "


Por “Kelvim Valente


Conheci a série “Vampiro Americano” por conta de sites especializados, e não demorou para que a minha vontade em adquirir o que fosse possível e ler viesse. Primeiro, o receio. Vampiros, hoje? Uma temática banalizada pela cultura pop adolescente pode render algo bom? E hoje eu sinto raiva por questionar isso. Skinner não é o vampiro que sua irmãzinha gosta. Em tempos do retorno de Carrie, vi que apresentar a primeira empreitada de Stephen King no mundo dos quadrinhos, sob as ordens do grande Scott Snyder e impecável arte de Rafa Albuquerque é necessário.

Vamos aos pilares da história. A temática baseia-se no velho oeste, apresentando um dos cenários melhor utilizados pelo cinema. Clint Eastwood em suas inúmeras empreitadas em westerns, e mais atualmente o clássico moderno “Django Livre”, entre ouros inúmeros sucessos, seja em seu tempo quanto através dele. Mas, porque falar de cinema? O primeiro cenário abordado é Hollywood, através de uma jovem atriz chamada Pearl Jones, que ao longo da saga cresce de uma forma inimaginável. A história se divide em dois períodos, um narrado um 1925 que obtém total foco em Pearl, numa Hollywood glamurosa nos primórdios do cinema, mas ainda assim dominada pela obscuridade, e uma abordagem puramente “western” em 1880, nos confins da Califórnia, onde o assaltante Skinner Sweet é levado pelas autoridades após sua captura.
Pearl Jones, cuja origem é escrita por Snyder, é retratada como uma atriz promissora, que se mudou para Hollywood em busca de um sonho, e batalha dia e noite por ele. Caracterizada por uma tatuagem de um girassol negro ao topo das costas e cabelos e de um sorriso ingênio. Infelizmente, o submundo conspira contra ela, e logo na primeira edição uma emboscada preparada pelos temidos Vampiros Europeus deveria ser o bastante para matá-la. Uma jovem indefesa contra um mundo sombrio e cruel. A sobrevivência de Pearl se dá por conta de Sweet, que a transforma em sua obra prima. De início ela representa uma mocinha indefesa, mas seu papel tem um crescimento exponencial. Ao longo da série, e além dessas cinco primeiras edições compiladas pela editora Panini num encadernado de luxo, ela se transforma numa das maiores e mais profundas personagens que já pude ver em uma história em quadrinhos. Ainda nesse início, encontra ao lado de Henry Preston um porto seguro, um amor para toda a vida, uma caminhada que se torna memorável conforme o tempo passa.

O protagonista e centro das atenções em ambas as histórias é Skinner Sweet, que tem sua origem contada por Stephen King, co-escrito pelo criador Snyder. Skinner tem um conceito simples, e até “clichê” à primeira vista. Ele é um bem sucedido assaltante de bancos, que numa má investida foi pego pelo agente da lei James Book. Apesar do protagonismo, em momento algum a história é narrada através do ponto de vista de Sweet. Isso lembra a atitude de Frank Miller ao narrar “Ano Um” sob o ponto de vista do Comissário Gordon. A narrativa ocorre através do escritos Will Bunting, que acompanhava o detetive Book na caçada ao assaltante, e escrevia tudo o que via nos moldes de um diário. Após os acontecimentos que estão além dos spoilers dessa resenha, ele lança um livro de “ficção” contando a história de Skinner, uma vez que seu livro continha fatos extraordinários demais para ser vendido como uma obra real. O livro intitulado “Sangue Ruim” foi o único livro bom de Bunting, mas foi o suficiente para fazer sua carreira e garantir sua aposentadoria. A história se inicia com Bunting em um grande evento que auto-promoveu, onde pretende convencer aos espectadores que tudo o que escreveu por Skinner é de fato realidade.
Skinner nunca foi o herói, mesmo em sua própria história. Esse papel cabe a James Book, retratado como um homem de valores além da humanidade. Dedicou sua vida à lei, e parte dela a acabar com aquele que viria a se tornar o Vampiro Americano. Mas, como Skinner se transforma no Vampiro Americano? A história é centrada no primeiro vampiro nos Estados Unidos, criado nos Estados Unidos. Seu assalto mau sucedido foi ao banco de um aristocrata chamado Percy, um vampiro europeu. A maldição vem através do sangue. Segundo as palavras de Skinner, “quando o sangue encontra alguém novo, num lugar novo, ele gera algo novo”. Essa é a explicação, e o mistério. Além do seu vício por doces – que gera cenas cômicas inesquecíveis – ele não tem escrúpulos, ou algum clamor por moralidade. O que o torna imprevisível, sendo sádico, porém calculista. O que o diferencia do Coringa, além do visual inspirado em Kurt Cobain, é a sanidade. Ao longo dos capítulos, Bunting revela mais sobre Skinner, e mais sobre as atitudes heroicas de James Book, que representa a face oposta do vampiro.


Sobre a arte, Rafael Albuquerque nos presenteia com desenhio incríveis, sujos quando necessário, limpos e impecáveis quando se pede. As expressões sacanas de Skinner, a tristeza de Will e a serenidade amável de Pearl são retratadas com uma precisão quase sobrenatural. Tudo com a colorização de David McCaig, que complementa e aperfeiçoa o que o brasileiro desenha. Sobre o roteiro. A associação entre Scott Snyder e a lenda Stephen King rendeu uma saga vencedora do prêmio Will Eisner para melhor lançamento de 2010. Essa foi a primeira tentativa de King em escrever numa plataforma muito diferente dos livros, mas... mesmo com sua genialidade para o terror e o suspense, ele não obteria esse sucesso sem Scott Snyder, e relata que sem seu auxílio e as definições sobre os conceitos e a temática da história, talvez não houvesse glória. A participação de Stephen King dura cinco edições, mas a genialidade de Scott permanece mensalmente. Não tenha dúvidas. Falar mais implica em falar sobre o roteiro, o que de acordo com o peso da narrativa e das surpresas que aguardam ao longo das páginas, seria um crime. Leia.

Nota: 10

Um início promissor, um desenvolvimento emblemático, e certamente um legado para as próximas gerações. ” - Kelvim Valente.

1.3.13

Playstation 4: Uma cobertura completa

POST DO SOVIET CONNECTION

Bem... Pode até parecer que este post está um pouco atrasado, mas por motivos certos galera, afinal, apesar de ser old ou não ser old, temos que dar o melhor conteúdo para vocês sem contar mentiras. Aqui vai a opinião do Soviet Connection sobre o Playstation 4, que carrega consigo o logo: ''Empurrando barreiras para Jogar''. Vamos ver no que vai dar então.


A emoção de anunciar o novo PS4 é tão grande que esse cara quase teve um AVC no meio do palco.



CRÍTICA ESPECIAL
Playstation 4

Está óbvio que essa crítica não é uma daquelas que a gente conferiu a mão para estar julgando, pois afinal não trabalhamos na Sony para isso também né? Mas pelas várias fontes de pesquisa que procuramos e pelo evento da Sony que pudemos assistir ao vivo em primeira mão, temos material suficiente para dizer para vocês o que esperamos do novo console desta nova geração que está para nascer no fim deste ano.

Entre os dias 25 e 28 de fevereiro, a Sony realizou um evento chamado ''Destination Playstation 2013'' na qual ela iria apresentar suas opiniões para 2013 e iria dar entrada para anunciar suas novas idéias e projetos. O Evento foi coberto por várias emissoras norte-americanas e pela Machinima Brasil aqui no Brasil (avá é mesmo?). Pudermos assistir o evento traduzido para o português ao vivo lá em Nova York e dizemos: quando o Playstation 4 foi anunciado... Me surpreendi, tive pasmos na minha mão esquerda e meu umbigo formigava seriamente.

Para que um console já? Tão cedo não é? 2007 para 2013 parecem estar bem perto na minha opinião... Considerando que o Playstation 2 e o Playstation 1 tiveram data de duração um pouco maiores e com uma capacidade tão mínima, é de se esperar que o PS3 iria durar pelo menos até quando alguém chegasse e lançasse um jogo: ''Olha galera do pleisteition, esse jogo aqui de piecítreis vai ter dois cedês''. Ai sim eu falaria ''Nanananananão, pode trocar já Sony''.

O Playstation 4, em questões gráficas evoluiu bastante, mas não daquela forma fodástica como imaginei, quando diziam que ele teria um processador igual de PC. Sério, não sou fã de PC e aliás comecei bem tarde a jogar no computador, mas é um tanto curioso... Vou explicar um pouco melhor pra vocês:

O PS4 foi anunciado em um vídeo e depois foi anunciado verbalmente, o que foi um espanto, pois a emoção foi maior quando vi o logo da Playstation 4 (chamaram assim no evento, acho que o console mudou de sexo não é possível) e vou deixar para vocês darem uma conferida agora:


O tesão que você está sentindo agora vendo esse trailer eu senti quando vi ele pela primeira vez.... É de gozar fuscas vermelhos não? Há! Bem, os jogos que foram apresentados ai no trailer são: Unreal Tournament 4 (uma Engine nova), Killzone: Shadow Fall, InFamous 3: Second Son, Drive Club, Deep Down, Final Fantasy XIV (quase certeza disso) e Knack, um jogo fofinho sobre um super vilão destruídos de florestas só isso haha!

Bem, a composição do PS4 é simples: Ela ainda não existe (isso mesmo, tanto que os produtores não mostraram o console porque ele ainda não existe, somente o controle) mas ai você chega e me diz: COMO ASSIM NÃO TEM CONSOLE? E eu lhe respondo: Eles estão trabalhando com um ''outro console'' que eles desenvolveram de design simples, que é chamado como ''Kit de Desenvolvimento da Playstation 4 da Sony'' e vocês podem dar uma conferida abaixo nesse design supremo acariciador de corações:

Fala ai, é um tesão esse console né? Olhe estes orifícios! Meu Deus que design moderno (sarcasmo) mas relaxa, pelo que sabemos, o design que será vendido será BEM mais legal que esse e sim, este é o Dualshock 4, o novo controle da PS4.

Vamos dar uma breve analisada neste controle, mas para isso preciso mostrar uma imagem para que vocês possam acompanhar todas as informações sem terem um infarto fulminante enquanto eu vá dizendo tudo sobre as funções. Vamos lá, solta a imagem rapaz!



Perfeito! Bem, agora vamos explicando pelo mais básico e depois pelo mais complexo:
- Botão Home, natural do PS3, servirá para você entrar no menu da Playstation.
- Analógicos com o mesmo material dos usados para o Xbox 360 que convenhamos... É mil vezes melhor que os do PS3, PS2 ee... Alguns do PS1.
- Setas direcionais em uma superfície lisa para que o dedo possa deslizar mais facilmente de uma tecla de seta para a outra.
- Acima do botão PS (Botão Home) existe orifícios que servirão de MICROFONE, sim isso mesmo, microfone para você se comunicar em jogos online ou em um chat com alguém.
- Os botões ''Start'' e ''Select'' foram substituídos pelos botões ''Options'' e ''Share''.

ÓBVIO que o botão ''Options'' vai assumir o papel do botão ''Start'' que existia nos dualshocks anteriores, porém o botão ''Share'' vai permitir que a Placa de Captura Integrada da PS4 (sim é isso mesmo, que emoção *-*) grave tudo o que você está jogando, incluindo sua voz que será captada pelo microfone e libere em livestream para ser visualizado no seu perfil da PSN tudo isso ao mesmo tempo que você joga. Ou seja, caso ambos você e seu amigo estiverem jogando em uma mesma fase de um jogo. Você vai poder ajudá-lo dando esse botão share.

- A tela cristalizada touch ainda não foi utilizada para nenhuma função, provavelmente será um menu touch pequeno para ver bateria do controle entre outras coisas.

A Sony fez uma parceria com o Facebook e MyStream, então sua conta da PSN será 100% vinculada ao Facebook, dando as caras a sua personalidade real, suas fotos do facebook e inclusive você poderá verificar status da PSN no facebook quando a PS4 foi lançada ao público. Vimos a interface do PS4 e me parece demais com aquela interface esquisita da Steam + uma interface do facebook inteiramente azul. Aqui vai uma foto:


Eu particularmente achei a interface do PS3 mais chamativa e bonita, essa parece mais quadriculada e sim... Mais parecida com a do Windows 8, porém é bem mais eficiente e útil do que a do Playstation 3.

Outra novidade apresentada neste evento da Sony é que você não vai precisar esperar o download terminar completamente para começar a jogar. Os download que forem efetuados no PS4 terão uma dinâmica bem diferente de serem convertidos ao console, já que o PS4 vai detectar os scripts mais importantes e as coisas que devem ser colocadas em primeiro plano primeiro e depois dos primeiros 25 MB's de jogo importados, você já vai poder jogar normalmente enquanto o Playstation 4 faz o resto. Lógico que você não vai poder ter uma Internet podre igual a minha nessas circunstâncias hahaha.

O PS4 possui 8 GB de RAM, e creio que sua primeira versão virá com 200 GB de memória de disco e que você poderá utilizar qualquer HD que seja compatível para guardar seu jogo. Não sendo obrigatório algo que seja do produto da Sony (que é mais caro, óbvio) e também terá toda uma arquitetura de placa mãe e cooler igualzinho a de um PC. Terá uma CPU X86 (não sou muito expert nesses assuntos mas dei uma pesquisada e é uma CPU ainda muito utilizada nos computadores potentes, apesar de não ser a mais potente). Para quem quiser ver a imagem da onde comprova todas essas especificações, aqui vai uma liberada pela própria Sony:


Além de tudo isso, o PS4 NÃO VAI RODAR JOGOS do Playstation 3, o que é uma merda convenhamos, porém talvez eles anunciem um projeto de rodar jogos antigos via Streaming, algo parecido com o que se faz com as livestreams, porém ao invés de um vídeo ser convertido ao vivo, é um jogo. Eu acho que isso vai dar problemas, porém... Vamos ver no que vai dar.

Recentemente o boato de que a Playstation 4 não iria rodar jogos usados por sistema de marca d'água foi completamente desmentido. O PS4 vai rodar jogos usados pois o próprio diretor da Sony disse: ''Eles pagaram pela mídia física, eles tem o direito de usar ela onde quiserem''. Não sei bem de onde surgiu essa baboseira mas eu havia ficado bem preocupado com isso. De toda forma, a Sony avisou que em breve esse dispositivo vai entrar em vigor, mas que não será aplicado na PS4. Ufaaa!!!

Ainda assim, tem certas coisas que acabo ficando desapontado com o console, pois ainda assim foi confirmado que o console só vai funcionar se você comprar os jogos NO MESMO PAÍS/REGIÃO onde comprou o console. Isso significa que você não vai mais viajar para os EUA para fugir dos impostos enganosos e robalheiros aqui do Brasil. Isso é uma decepção grande pois o Brasil é o segundo maior pais gamer da história e é certo que eles deveriam pensar um pouco mais na gente.

E para provarem que eles reconhecem isso, a data de lançamento do console aqui no Brasil será exatamente no mesmo segundo e minuto e hora que a data de lançamento dos Estados Unidos... É certo de que eles já reconhecem este feito de que somos um país gamer de grande potencial, mas o que eles não reconhecem é que não temos políticos de grande potencial, não é mesmo?

Outra novidade que não poderia deixar de citar é que O PS Vita vai funcionar em conjunto ao PS4 como o Wii U. Igualzinho. Você será capaz de desligar sua TV e continuar jogando via streaming ao seu mini console.

Mais outra coisa é que o Move servirá de kit de desenvolvimento para jogos indies. Caso você queira criar um mapa FPS para jogar em determinado jogo com seus amigos, você pode criar do zero utilizando a ferramente de modelagem que virá junto ao PS Move. Bem legal isso né? Eles prometeram que vão melhorar muito o sistema de movimentação deste aparelho também.

E algo que não havia comentado mas que também não é algo útil é... Vocês viram a luzinha azul que fica em cima do controle na primeira imagem do post? Pois é, essa luz será customizável, você poderá deixar da cor que quiser e isso vai ajudar na hora de organizar ''qual controle é o meu, qual não é blábláblá'' e isso vai constantemente aparecer na tela do video-game também!

Eu particularmente ainda acho um pouco cedo para eles estarem lançando isso ainda este ano mas nunca posso julgar o console pelo evento não é mesmo? Precisamos testar ele a mão como eu mesmo disse antes de dar uma nota ao console! Espero que cumpra o que prometa! Realmente espero! E que venha o novo Xbox também para anunciarmos!

Detector de distância do controle... Nunca perca sinal na hora de jogar. Isso promete melhorar o Novo Sixaxis também, que vai retornar com mais força neste novo console.

12.2.13

BL Clássicos: "Carrie, A Estranha" (Carrie, 1976)

Agora é a vez de um clássico-cult que olha só; NÃO é tão bom assim!

O BIELL DE BOTAS apresenta
CARRIE, A ESTRANHA

"Carrie, A Estranha" (Carrie, 1976) conta a história de Carrie White (Sissy Spacek), uma garota de 17 anos com poderes telecinéticos que é zoada por todas as suas colegas quando menstrua pela primeira vez no vestiário da escola. Perturbada como sempre o fora, Carrie tenta se isolar dos colegas que não  a aceitam o máximo possível, até que Tommy Ross (William Katt), o garoto mais popular do colégio, a convida para ser seu par no Baile de Primavera da escola. Mas, se depender de Chris Hargensen (Nancy Allen) e seu namorado Billy Nolan (John Travolta), as coisas não sairão tão bem assim.

Percebeu uma certa diferença entre a sinopse acima e a relatada na resenha do livro? Pois é, a abordagem do filme sobre a história tem uma grande diferença da do livro. O filme tenta várias vezes adaptar algo do livro, mas simplesmente não funciona, não dá certo - as cenas que mais funcionam são as que copiam exatamente como são executadas no livro, e são poucas. O longa tenta convencer de que é mais do que um trash qualquer, mas os personagens vão morrendo como se fossem insignificantes, como se estivessem ali com o único objetivo de morrer, exatamente como num trash qualquer - o que automaticamente reflete um belo desperdício de talento no caso de John Travolta.

As atuações são, em sua grande maioria, horríveis. Uma certa iniciação do que poderia vir a ser carisma ainda consegue salvar alguns personagens, mas a única que se destaca e faz o filme valer é Sissy Spacek. Ela parece ser a única na produção que realmente compreendeu a obra de Stephen King, e dá o seu melhor como Carrie numa atuação maravilhosa e de cair o queixo - mas, apenas até onde o roteiro a permite. 

O roteiro limita muito a personagem de Spacek. Parece que Carrie simplesmente esquece do incidente do chuveiro após o acontecido, e o encara apenas como mais uma vez em que caçoaram dela. Não há qualquer exploração no ódio de Carrie, no desejo de vingança; ela continua a mesma. Isso faz com que, entre a abertura do filme e o início do acontecimento no Baile de Primavera, a fita não passe de uma chick-flick de sessão da tarde.

A trilha sonora é ótima, e a direção de Brian de Palma é cambaleante, até a cena do Baile, em que o diretor mostra o que realmente sabe fazer por trás das câmeras. O roteiro, como já dito acima, é limitado e não consegue adaptar bem o livro de King. Os efeitos especiais, todos práticos, são executados com perfeição!

Muito se fala sobre "Carrie, A Estranha", sobre o quão clássico o filme é, o quão cult se tornou, mas acaba que o longa não passa de um trash superestimado. Ficam as esperanças de ver uma adaptação digna do livro com a nova versão, estrelada pela minha futura esposa Chloë Grace Moretz e a coroa Julianne Moore, com estreia marcada para Novembro de 2013.

Nota: 4,0

"Carrie, A Estranha", de Stephen King, é uma obra empolgante e provida de excelência!

"Você é a pecadora! Você não me contou, e elas riram!"

O BIELL DE BOTAS apresenta
CARRIE, A ESTRANHA
de Stephen King

Em "Carrie, A Estranha" conhecemos a história de Carrie White, uma estudante do ensino médio que cumpre a função de bode expiatório da turma desde que se dá por gente. Quando sua primeira menstruação chega (tardiamente), no vestiário da escola, ela não tem ideia do que está acontecendo, e é zoada por todas as suas colegas. O fato é que, com exceção de sua mãe religiosa fanática Margaret White, ninguém sabe que Carrie tem o dom da telecinesia. A partir de então, Carrie começa a treinar seu poder, jurando vingança contra todos que caçoaram dela, até que algo inesperado acontece: Tommy Ross, um dos garotos mais populares da escola, a convida para ser seu par no Baile da Primavera do colégio.

A narração acontece em terceira pessoa, no passado, mas Stephen King a faz de maneira que aborda a perspectiva de diferentes personagens em determinadas cenas - meio complicado de se descrever aqui, mas permita-me exemplificar... Quando a terceira pessoa está acompanhando Carrie, ela sempre se refere à Margaret White como "Mamãe". Ou então, quando King quer retratar o que se passa na cabeça de tal personagem, ele acompanha o ritmo de seus pensamentos, que pode ser pausado ou até mesmo crescente até ficar acelerado. O autor escreve de forma com que se tenha fácil compreensão do que ele pretende nos passar, e a leitura em momento nenhum se torna cansativa.

King se atém a narrar apenas acontecimentos dentro da linha da história principal, ao contrário de muitos livros que saem disso e vão contar histórias paralelas de seus personagens para as quais ninguém dá a mínima, e isso também contribui para o livro manter-se interessante. Ele usa formas inteligentes pra voltar no tempo e contar sobre um acontecimento passado essencial para a cena decorrente, e também tem um jeito bastante eficiente de te fazer ficar mais curioso ainda sobre o curso da história.

Tal forma consiste em intercalar a história com trechos de livros, artigos ou entrevistas feitas após o grande acontecimento da novela, fazendo breves citações do que aconteceu no Baile da Primavera, mas nunca exatamente te dando um spoiler que vá te tirar a graça de ler. Não, King nos dá apenas a informação necessária para alimentar nossa curiosidade.

Os personagens são todos, sem exceção, excelentes! Carrie White faz o leitor se apegar a ela de várias maneiras diferentes; seja a achando dócil, fofa, com dó ou até mesmo a achando foda pra cacete. Margaret White é o verdadeiro símbolo de opressão da história, e por mais que seja uma mãe cruel, o leitor sente mais pena do que ódio dela. Stephen King pega todas as características opressivas que um ser humano pode ter e as insere numa mãe religiosa - hmm, seu malandro. A química entre Carrie e Margaret é conflituosa do começo ao fim, o que contribui para um grande desfecho.

Entre os coadjuvantes temos Sue Snell, Tommy Ross, Chris Hargensen (piranha!), Billy Nolan, a professora Desjardin e vários outros - o fato é que são todos muito importantes, e cada um cria uma relação diferente para com o leitor, assim como cada um tem uma relação diferente com a protagonista Carrie.

O gran finale do livro é, sem dúvidas, grandioso! Situado na segunda parte do livro (que é dividido em três: 'Brincando com Sangue', 'A Noite do Baile' e 'Os Escombros'), nos passa todas as emoções que compõem o livro de forma esplêndida; horror, tristeza, caos, alegria, insanidade, vingança. A boa e velha vingança poética.

"Carrie, A Estranha" é um livro excepcional, digno de ser considerado um verdadeiro clássico do mestre Stephen King. Com conflitos, destruição, humor, um pouco de romance, sangue e fogo, a obra é indispensável. Acrescentando um comentário mais pessoal: "Carrie" acaba de tomar o lugar de "O Vendedor de Armas" como meu livro favorito. Recomendadíssimo!

Nota: 10,0